Abrir uma escola de tecnologia

O mercado de escolas de tecnologia infantil está crescendo?

JAJoão Aleixo·3 de setembro de 2026·6 min de leitura·atualizado em 13 de setembro de 2026
Portal de entrada de uma unidade da The Future School 4.0

Está, e por um motivo que não é moda: a Computação virou componente obrigatório do currículo pela Resolução CNE/CEB nº 1 de 2022, o que criou demanda de escola e não só de família. Os três vetores são a obrigatoriedade curricular, a pressão das famílias por formação em inteligência artificial e a escassez de professor formado para o tema. Quem entra no setor hoje concorre menos por aluno e mais por capacidade de entregar com qualidade.

Quero conhecer o modelo de unidade da TFS

Os 3 vetores de crescimento

Vetor 1: obrigatoriedade curricular. A Computação passou a ser componente obrigatório da Educação Básica em 2022. Isso muda o comprador. Antes o cliente era só a família que buscava atividade extra. Agora existe um segundo cliente, que é a escola regular precisando cumprir norma sem ter estrutura própria.

Vetor 2: inteligência artificial na conversa das famílias. A partir de 2023 a IA deixou de ser assunto técnico e entrou na mesa de jantar. Pai que não sabia o que era programação sabe o que é ChatGPT, e passa a perguntar como preparar o filho para isso.

Vetor 3: escassez de professor. A norma existe, o professor formado para cumprir não. Esse descompasso é o que abre espaço para quem chega com material, trilha e formação docente prontos, em vez de vender só kit.

João Aleixo apresentando a The Future School no Shark Tank Brasil
João Aleixo apresentando a The Future School no Shark Tank Brasil

O que a regulação mudou de verdade

A mudança relevante não é o texto da norma, é o que ele faz com o ciclo de compra.

Atividade extracurricular é decidida pela família, mês a mês, e cai na primeira crise de orçamento doméstico. Componente curricular é decidido pela escola, no planejamento do ano seguinte, e entra em contrato anual.

Isso muda a previsibilidade do negócio. O funil de escola tem ciclo de venda mais longo e ticket maior, e o de família tem entrada mais rápida e recorrência menor.

O movimento continua. Em São Paulo, a Assembleia Legislativa aprovou projeto para incluir robótica e programação na grade da rede estadual, o que sinaliza a próxima fronteira, que é a rede pública.

Onde o mercado ainda está vazio

Concentração é o dado mais útil para quem quer entrar. As escolas de tecnologia infantil estão em capitais e em cidades acima de 300 mil habitantes, e mesmo lá a cobertura é baixa.

O espaço aberto está em três lugares:

  • Cidades de 80 mil a 300 mil habitantes, com renda média alta e nenhuma escola de tecnologia estruturada
  • Praças onde existe concorrente, mas o modelo é de kit compartilhado e curso solto de um semestre
  • Escolas particulares de porte médio, que precisam cumprir a norma e não têm escala para montar laboratório próprio

A The Future School iniciou expansão nacional depois da participação no Shark Tank Brasil, e as praças escolhidas seguem essa lógica, com unidades em Palmas, Joinville e Cuiabá além da unidade de São José do Rio Preto, que existe desde 2018.

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Pitch da The Future School no Shark Tank Brasil
Pitch da The Future School no Shark Tank Brasil

O que ainda trava o setor

Crescimento de mercado não significa negócio fácil, e vale ser honesto sobre os freios.

O primeiro é operacional. Qualidade em tecnologia educacional depende de professor, e professor bom nesse tema é disputado. Rede que cresce mais rápido do que forma professor entrega pior no segundo ano.

O segundo é o custo de material. Kit individual por aluno custa mais que kit compartilhado, e é aqui que a maioria dos concorrentes cede. Ceder resolve a margem do mês e destrói a retenção do ano, porque o aluno que só assiste não permanece.

O terceiro é a confusão entre tecnologia e entretenimento. Curso que vende diversão retém enquanto é novidade. Curso que entrega progressão retém por anos. Na The Future School a permanência média do aluno é de 24 meses, e isso só se sustenta com trilha de verdade.

Como ler esse mercado antes de entrar

Quatro perguntas que separam oportunidade real de entusiasmo:

  • Quantas crianças de 5 a 17 anos existem na praça e quantas estudam em escola particular
  • Quantos concorrentes já operam e qual o modelo deles, com kit individual ou compartilhado
  • Quantas escolas particulares de porte médio existem na cidade, porque cada uma é um contrato anual possível
  • Existe professor com perfil técnico disponível na região ou vai precisar formar do zero

A quarta pergunta é a que mais gente pula e a que mais derruba operação no ano 2.

O caso da The Future School está documentado na imprensa desde a fundação em São José do Rio Preto até a expansão nacional após o Shark Tank Brasil, o que dá um retrato razoável do ritmo real desse mercado.

Sala Game Station da The Future School
Sala Game Station da The Future School

O que isso produz na prática

Três elementos que hoje diferenciam a rede na conversa com a família da sua praça. Os módulos AI Architect levam o aluno a temas como engenharia de prompt, machine learning, RAG e segurança de dados. O Founders Academy trabalha a formação empreendedora em cima da trilha técnica. E o Future Angels, fundo de investimento anjo fundado por João Aleixo, pode emitir carta de intenção de investimento para projetos de alunos com mais de 2 anos de escola, exercível quando o aluno atinge a maioridade. Em 2026 a rede também teve alunos premiados na Olimpíada Brasileira de Tecnologia. É um conjunto de argumentos que nenhum concorrente de praça oferece hoje.

Sobre a escola

Sobre a The Future School 4.0: escola de tecnologia para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, com trilha em games, robótica, aplicativos e inteligência artificial. Fundada em 2018 em São José do Rio Preto, hoje tem unidades em quatro estados. Em 2026 projetos de alunos da escola foram premiados na Olimpíada Brasileira de Tecnologia e a escola ficou em 1º lugar na Semana da Escola Avançada de Tecnologia, resultado que garantiu uma imersão em Boston em 2027. A rede participou do Shark Tank Brasil e mantém o currículo em atualização contínua, incluindo os módulos AI Architect de inteligência artificial.

Perguntas frequentes

O mercado de escolas de robótica infantil está saturado?

Em capitais existe concorrência relevante. Em cidades de 80 mil a 300 mil habitantes a cobertura ainda é baixa, e boa parte da oferta existente usa kit compartilhado e curso de um semestre, o que abre espaço para modelo de trilha longa.

O que puxa a demanda por escolas de tecnologia hoje?

Três coisas: a Computação virou componente obrigatório do currículo em 2022, a inteligência artificial entrou na pauta das famílias, e faltam professores formados para o tema, o que empurra as escolas regulares a buscar parceiro externo.

Vender para escola ou para família dá mais resultado?

São ciclos diferentes. A família decide rápido e cancela rápido. A escola decide devagar, no planejamento do ano seguinte, e assina contrato anual com ticket maior. Operação madura trabalha os dois funis.

Falar sobre abrir uma unidade

João Aleixo

Fundador e CEO da The Future School 4.0, escola de tecnologia para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Levou a rede ao Shark Tank Brasil e conduz a expansão nacional da marca.

Design de Games pela Anhembi Morumbi, MBA em Gestão pela PUCRS, especialização em Psicologia do Desenvolvimento pela PUCRS, Neurociências pela FAAP e Design Thinking pela Echos.

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João Aleixo

Fundador e CEO da The Future School 4.0

Escola de tecnologia para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, com trilha em games, robótica, aplicativos e inteligência artificial. Levou a rede ao Shark Tank Brasil e conduz a expansão nacional da marca.

Design de Games pela Anhembi Morumbi, MBA em Gestão pela PUCRS, especialização em Psicologia do Desenvolvimento pela PUCRS, Neurociências pela FAAP e Design Thinking pela Echos.

Escrito por

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João AleixoCEO da The Future School 4.0, 8 anos formando alunos de 5 a 17 anos.
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