O FinLenz é um aplicativo de educação financeira desenvolvido por Caetano Pieralisi, aluno da The Future School 4.0, e premiado como Destaque App na categoria Economia Solidária da Olimpíada Brasileira de Tecnologia 2026, realizada pelo Instituto Alpha Lumen em parceria com ITA e MIT. O app usa inteligência artificial e uma ferramenta chamada custo em horas, que converte o preço de qualquer compra no número de horas de trabalho necessárias para pagá-la. A premiação garantiu ao projeto uma visita ao MIT, em Boston, em 2027.
Quero que meu filho construa projetos assim
O problema que o aluno escolheu resolver
Quase metade dos jovens brasileiros já está endividada, e a causa principal não é falta de dinheiro, é falta de educação financeira desde cedo.
Esse foi o ponto de partida. A Olimpíada Brasileira de Tecnologia pede que a equipe resolva um problema real alinhado a um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, e não que faça um app bonito.
A escolha do problema é metade do trabalho. Antes de escrever a primeira linha de código, o Caetano precisou defender por que esse problema importa, para quem, e por que um aplicativo resolveria melhor que qualquer outra coisa.

O que o FinLenz faz de diferente
Aplicativo de finanças pessoais existe aos montes. O que muda aqui é o ângulo.
O FinLenz não organiza gasto, ele muda a unidade de medida. A ferramenta central converte preço em horas de vida: um tênis de R$ 400 deixa de ser R$ 400 e passa a ser o número de horas que a pessoa precisa trabalhar para pagá-lo.
Além disso o app usa inteligência artificial para ler os hábitos financeiros do usuário e montar projeções personalizadas, mostrando o efeito real de cada escolha ao longo do tempo. E expõe o que ele chama de dívidas invisíveis, que são os custos recorrentes que ninguém soma.
A promessa da tela inicial resume a tese em uma frase: transformar jovens de pagadores em recebedores de juros.
Isso não é exercício de sala. É produto, com landing page, painel e proposta de valor definida.
Como um adolescente chega a esse nível
A resposta curta é trilha, não talento isolado.
O Caetano não começou o FinLenz do zero em termos de repertório. Ele chegou nele depois de anos de percurso dentro da escola.
Um aluno não sai da programação em blocos para um app com IA em um semestre. Na The Future School 4.0 o percurso vai de 5 a 17 anos, começa com lógica e robótica, passa por código escrito ainda na faixa dos 7 aos 10 anos e chega às ferramentas profissionais a partir dos 11.
Quando o aluno entra no preparatório para a olimpíada, ele já tem base. O que o preparatório acrescenta é outra coisa:
- Alinhamento do projeto aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que é critério da competição
- Mentoria em roda, com o aluno defendendo a ideia e ouvindo crítica antes de codar
- Prototipagem de interface antes do desenvolvimento, para o projeto nascer pensado no usuário
- Construção do pitch, porque na OBT o projeto é apresentado a uma banca avaliadora
- Design dos materiais de apresentação, do pôster ao material de divulgação
O Caetano não entregou só um app. Entregou um produto, um pitch e uma defesa. São três competências diferentes.
Conhecer o preparatório para olimpíadas

O que a família deve tirar disso
Não é que todo aluno vai ganhar medalha. A maioria não vai, e tudo bem.
O que esse caso mostra é o teto do método. Uma criança que entra aos 8 anos e permanece, em média, 24 meses ou mais, chega à adolescência com repertório para pegar um problema social, transformar em produto e defender na frente de uma banca.
Isso não se ensina em curso de um semestre, nem em oficina de contraturno, nem dividindo um kit entre três alunos.
E o ganho maior nem é o prêmio. É o aluno descobrir, aos 16 ou 17 anos, que ele consegue construir algo que outras pessoas usam.
O que isso produz na prática
O caminho que leva a esse tipo de resultado tem nome dentro da escola. A formação técnica acontece na trilha Tech Academy e nos módulos AI Architect de inteligência artificial. A transformação do projeto em produto, com validação, proposta de valor e defesa, acontece no Founders Academy. E projetos promissores podem receber carta de intenção de investimento do Future Angels, fundo anjo fundado por João Aleixo, exercível quando o aluno atinge a maioridade.
Sobre a escola
Sobre a The Future School 4.0: escola de tecnologia para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, com trilha em games, robótica, aplicativos e inteligência artificial. Fundada em 2018 em São José do Rio Preto, hoje tem unidades em quatro estados. Em 2026 projetos de alunos da escola foram premiados na Olimpíada Brasileira de Tecnologia e a escola recebeu o selo Escola Avançada de Tecnologia da OBT. A rede participou do Shark Tank Brasil e mantém o currículo em atualização contínua, incluindo os módulos AI Architect de inteligência artificial.
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Perguntas frequentes
O que é o FinLenz?
É um aplicativo de educação financeira desenvolvido por Caetano Pieralisi, aluno da The Future School 4.0. Ele converte preços em horas de trabalho, usa inteligência artificial para analisar hábitos financeiros e cria projeções personalizadas sobre o efeito de cada escolha.
Qual prêmio o FinLenz recebeu?
Foi premiado como Destaque App na categoria Economia Solidária da Olimpíada Brasileira de Tecnologia 2026, realizada pelo Instituto Alpha Lumen em parceria com ITA e MIT. A premiação garantiu uma visita ao MIT, em Boston, em 2027.
Quem criou o FinLenz?
Caetano Pieralisi, aluno da The Future School 4.0 em São José do Rio Preto. Ele desenvolveu o aplicativo do zero, criou o pitch e o design dos materiais, e apresentou o projeto à banca avaliadora da Olimpíada Brasileira de Tecnologia 2026.
Com que idade um aluno consegue criar um aplicativo assim?
Na prática, a partir dos 15 ou 16 anos, e depois de anos de trilha. O que sustenta um projeto desse nível é a base construída antes: lógica, código escrito, robótica e prática de projeto desde a infância.
João Aleixo
Fundador e CEO da The Future School 4.0, escola de tecnologia para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Levou a rede ao Shark Tank Brasil e conduz a expansão nacional da marca.
Design de Games pela Anhembi Morumbi, MBA em Gestão pela PUCRS, especialização em Psicologia do Desenvolvimento pela PUCRS, Neurociências pela FAAP e Design Thinking pela Echos.
