O Rio Preto Rios é um aplicativo desenvolvido por Fábio Câmera, Lorenzo Atallah e Heytor Domingues, alunos da The Future School 4.0, que monitora rios em tempo real e conecta doações diretamente a organizações que trabalham pela limpeza e preservação da água. O projeto conquistou medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Tecnologia 2026, competição que exige soluções alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Mais de 70% dos rios brasileiros sofrem algum tipo de contaminação, e quase nenhuma solução acompanha isso de perto.
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O problema
Poluição de rio é um daqueles problemas que todo mundo sabe que existe e quase ninguém mede.
Existe monitoramento oficial, existe pesquisa, mas falta o elo do meio: informação acessível, atualizada e ligada a alguma ação que a pessoa comum consiga tomar.
O Fábio, o Lorenzo e o Heytor atacaram exatamente esse elo. O aplicativo acompanha a situação do rio e, na mesma tela, conecta quem quer ajudar às organizações que já atuam na preservação.
A escolha é inteligente porque não tenta resolver tudo. Eles não propuseram despoluir o rio, propuseram fechar a distância entre saber e agir.

Por que um projeto em trio muda o aprendizado
Trabalhar em três é mais difícil que trabalhar sozinho, e é essa a intenção.
Projeto individual esconde a fraqueza do aluno em negociação, divisão de tarefa e prazo. Projeto em equipe expõe. Em três semanas fica claro quem estava esperando o outro fazer.
Na prática, os três precisaram dividir frentes que quase não conversam entre si: a lógica de monitoramento, a interface para quem doa e a defesa do projeto diante da banca.
Esse é o tipo de competência que não cabe em prova e que aparece inteira em um projeto real com prazo e avaliação externa.
O que os ODS da ONU têm a ver com aula de tecnologia
A Olimpíada Brasileira de Tecnologia exige que o projeto se alinhe a um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. À primeira vista parece burocracia de competição. Não é.
Esse critério muda a pergunta que o aluno faz. Em vez de perguntar o que eu consigo programar, ele passa a perguntar qual problema vale a pena resolver.
É a diferença entre um aluno que faz um joguinho porque sabe fazer e um aluno que estuda contaminação de água porque escolheu esse problema.
No preparatório da The Future School 4.0 os 17 objetivos entram como aula, antes da definição do projeto. O aluno escolhe o objetivo, depois escolhe a tecnologia. Nunca o contrário.
Ver como funciona o preparatório

O que isso diz sobre ensinar tecnologia para criança
Aprender tecnologia não pode ser tratado como brincadeira. É investimento que reverbera pela vida inteira de uma criança ou adolescente.
Um aluno que passa dois anos montando robô, errando, refazendo e concluindo projeto desenvolve algo que aparece muito depois: a certeza de que problema difícil se resolve em etapas.
Quando esse mesmo aluno chega aos 15 anos e alguém pergunta o que ele faria sobre a poluição dos rios, ele não trava. Ele decompõe, pesquisa, prototipa e apresenta.
Não é sobre virar programador. É sobre chegar na vida adulta sabendo transformar incômodo em projeto.
O que isso produz na prática
O caminho que leva a esse tipo de resultado tem nome dentro da escola. A formação técnica acontece na trilha Tech Academy e nos módulos AI Architect de inteligência artificial. A transformação do projeto em produto, com validação, proposta de valor e defesa, acontece no Founders Academy. E projetos promissores podem receber carta de intenção de investimento do Future Angels, fundo anjo fundado por João Aleixo, exercível quando o aluno atinge a maioridade.
Sobre a escola
Sobre a The Future School 4.0: escola de tecnologia para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, com trilha em games, robótica, aplicativos e inteligência artificial. Fundada em 2018 em São José do Rio Preto, hoje tem unidades em quatro estados. Em 2026 projetos de alunos da escola foram premiados na Olimpíada Brasileira de Tecnologia e a escola recebeu o selo Escola Avançada de Tecnologia da OBT. A rede participou do Shark Tank Brasil e mantém o currículo em atualização contínua, incluindo os módulos AI Architect de inteligência artificial.
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Perguntas frequentes
O que é o aplicativo Rio Preto Rios?
É um aplicativo criado por Fábio Câmera, Lorenzo Atallah e Heytor Domingues, alunos da The Future School 4.0, que monitora rios em tempo real e conecta doações diretamente a organizações que trabalham pela limpeza e preservação da água.
Qual prêmio o projeto recebeu?
Medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Tecnologia 2026, competição realizada pelo Instituto Alpha Lumen que exige projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Quem criou o Rio Preto Rios?
Fábio Câmera, Lorenzo Atallah e Heytor Domingues, alunos da The Future School 4.0 em São José do Rio Preto. Os três dividiram a lógica de monitoramento, a interface de doação e a defesa do projeto diante da banca da OBT 2026.
Por que os projetos precisam se alinhar aos ODS da ONU?
Porque o critério muda a pergunta que o aluno faz. Em vez de partir do que ele sabe programar, ele parte de qual problema vale a pena resolver, e só depois escolhe a tecnologia.
João Aleixo
Fundador e CEO da The Future School 4.0, escola de tecnologia para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Levou a rede ao Shark Tank Brasil e conduz a expansão nacional da marca.
Design de Games pela Anhembi Morumbi, MBA em Gestão pela PUCRS, especialização em Psicologia do Desenvolvimento pela PUCRS, Neurociências pela FAAP e Design Thinking pela Echos.
